Arte

"somente na arte acontece, ainda que um homem consumido por desejos afectue algo que se assemelhe à realização desses desejos e que o faça com um sentido lúdico e produza efeitos emocionais graças á ilusão artistica e como se fosse algo real"

Freud


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Cascais, Lisboa, Portugal

domingo, 7 de junho de 2009















Como espectador, Freud confessa seus limites e suas afinidades estéticas, mas não deixa de oferecer à arte um modo de pensar"Não sou um conhecedor de arte, mas simplesmente um leigo (...). Sou incapaz de apreciar corretamente muitos dos métodos uti­lizados e dos efeitos obtidos em arte (...). Não obstante, as obras de arte exercem sobre mim um poderoso efeito, especialmente a literatu­ra e a escultura e, com menos freqüência, a pintura. Isto já me levou a passar longo tempo contemplando-as, tentando apreendê-las à mi­nha maneira, isto é, explicar a mim mesmo a que se deve seu efeito. Onde não consigo fazer isso, como, por exemplo, com a música, sou quase incapaz de obter qualquer prazer." É com tais palavras que Freud (1914) se dirige aos seus leitores, tentando assegurar indul­gência para o resultado de suas incursões no campo das artes. Na posição de espectador, confessa seus limites e suas afinidades estéti­cas, sugerindo uma diferença de estatuto entre as artes que constituem os pólos de referência da Psicanálise - literatura e artes plásticas .

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